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Gladiador da letras
***Anna
Müller***
O ódio, transforma a tua alma em trevas.
Destrói as bases de qualquer castelo...
E esse, o mesmo ódio que tu me enlevas
faz de ti, ruínas em noites de pesadelo.
Não cansas em dizer que nunca me amaste,
porém, é certo, não consegues me esquecer.
Se não me amas, porque não me deletaste?
Ou me agredir, é e será teu eterno prazer!
Nada de ti mais me tem nenhuma importância,
fartei-me em dizer que tu és página virada;
desiste pois, da tua reles e banal ignorância,
já nem há mais, a tua lembrança registrada.
Há de entender que ninguém é como tu
desejas,
não comandas as vontades depois que te conhecem.
Causas repúdia àqueles que do teu mal praguejas
enquanto pensas que os mesmos nunca te esquecem?
Não percebes que és tu a correr atrás de
mim?
Pensas que tua presença fazer-me-á retornar...
Não entendes que há muito tempo foi-se o fim
e que é irrelevante quando tentas me abordar.
Pára, e peço-te, segue um conselho que te
dou.
Aprende a ser humilde, e larga de hipocrisia,
e não te esqueças...Fui eu quem te abandonou,
deixa-me de vez em paz, tu me causas dispepsia.
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